Um efervescente debate, ocorrido em julho de 2008, encerrou a última aula do curso de Formação Política para Cidadania, que deixará boas saudades em minha mente sedenta de embasamentos teóricos e estímulos práticos que contribuam para qualificar meus referenciais democráticos e expandir meus horizontes coletivos de militância social.
O capitalismo é inexorável? As forças competitivas e consumistas do mercado tornaram-se onipotentes? Ainda há espaço para outros caminhos? Que propostas alternativas e viáveis podemos contrapor ao neoliberalismo vigente? Os políticos brasileiros estão dispostos a mirar seus esforços nessa direção ou já estão praticamente amordaçados pelas contigências de um suposto pacto intocável de governabilidade?
Mais do que trazer respostas mastisgadas e consoladoras, o curso fez proliferar nos alunos novas perguntas - difíceis, desafiadoras e inquietantes. Ignorá-las significa se render. Porém, minhas utopias continuam lúcidas e jamais deverão dar guarida a valores pessimistas, atitudes resignadas e demais delírios ideologicamente suicidas para mim, cujo alicerce pessoal também pode ser chamado de esperança.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
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